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Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações de Pernambuco

Seminário LGBT

Nesta terça-feira (30), o Sinttel promoveu o I Encontro sobre Saúde e Direito da População LGBT no Mercado de Trabalho. A abertura contou com a participação do presidente Estadual da Fundacentro, além dos representantes do Centro de Combate à Homofobia.

 

O encontro reuniu diversas pessoas; entre eles, trabalhadores em teleatendimento, integrantes do movimento LGBT e de diversas outras categorias. Paula Danielly, diretora de saúde do Sinttel, abriu o evento e explicou a importância desta reunião de ideias e pessoas para a categoria, pois faz com que o debate acerca do tema se torne mais profundo, diário e tratado da maneira devida, pesando a legislação que afasta discriminações e o dever social de respeito ao indivíduo, seja quem for. O presidente da Fundação, Túlio Gadelha, acrescentou ao discurso que o encontro promovido pelo Sinttel é de extrema importância, pois o momento é de discussão e de inclusão da população LGBT no mercado de trabalho, sem quaisquer distinções.

 

Na mesa de debates, os palestrantes se fizeram presentes por meio dos integrantes do Centro de Combate à Homofobia. Hugo Felipe, o coordenador, fez explicações quanto às definições de gêneros, sexualidade e a história das siglas que definem o público LGBT. Para a população LGTB em Teleatendimento é uma oportunidade de emprego tal qual para qualquer outro trabalhador que, de alguma forma, sente-se fora do padrão social.

 

O Centro mantém contato com seu público-alvo por meio de ramal telefônico e de atendimento via web. Essa abertura dada às pessoas é o pontapé inicial para que denúncias sejam feitas e direitos sejam respeitados. É um trabalho em conjunto: o sindicato protege os direitos trabalhistas dos empregados, quem quer que sejam; o Centro faz seu papel social; e a própria população ganha voz na sociedade, seja por meio de seus representantes sindicais, seja por meio de entidades que têm como finalidade a extinção de atos discriminatórios, sejam nas ruas, sejam no ambiente de trabalho.

 

Por sua vez, Laura Kerstenetzky, advogada do Centro de Combate à Homofobia expôs algumas decisões proferidas por juízes brasileiros concedendo danos morais a trabalhadoras transexuais que sofreram assédio moral devido à sua identidade de gênero, demonstrando que, embora ainda omissa a lei, o Judiciário está atento ao que ocorre.

 

Para fechar o evento da forma mais concreta e ilustrativa do problema que foi o centro do debate, tivemos o depoimento da trabalhadora Heymilly, que contou sua difícil experiência no mercado de trabalho. Ela, diga-se, embora tenha sido premiada diversas vezes por sempre ter bons resultados na empresa, não era respeitada quando pedia para ser chamada pelo seu nome social; contou que, enfim, decidiu entrar com um processo contra a empresa por assédio moral.